Visita ao Inhotim (desenhos e registros)
Sobre a exposição da Valeska Soares, que grata surpresa e que ótima não escolha: se tivéssemos escolhido a galeria do trabalho antes, talvez não a teríamos escolhido, mas como foi a que sobrou teve que ser ela mesma. A galeria fica bem escondidinha no meio da mata e suas faces, externas e internas são todas espelhadas. Por fora o efeito é quase que de invisibilidade, os pontos de encontro dos espelhos com colunas de madeira são pontos onde você consegue ver os reflexos da vegetação mas não consegue se ver, é uma espécie de ponto cego. Por dentro, o efeito é outro, há uma projeção em uma das paredes e os espelhos internos dão mais amplitude ao mesmo tempo que geram uma sobrecarga no olhar, um espelho reflete a projeção do vídeo, que por sua vez é refletido por outro, que por sua vez também é refletido por outro e por aí vai. O ambiente interno é extremamente agradável, o dia que estava bem quente ficou da porta pra fora, é toda climatizada e as únicas luzes são de quando uma das faces espelhadas se abre para alguém entrar e da projeção do vídeo da dança.
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